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domingo, janeiro 02, 2011

Conheça o Projeto Risadinha- Ação pelo Riso e pela Saúde

(26/08/2010 - 14:40)


O projeto Risadinha- Ação pelo Riso e pela Saúde, fará apresentação na segunda-feira (30), para pacientes e servidores do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), às 16h. O evento marcará o encerramento das atividades do primeiro semestre e será realizado na área em frente à capela do Hospital.

Com as cenas apresentadas no Hran foi construído o espetáculo Cabaré "Risadinha - uma visita infalível!" . Por meio dele, será compartilhado com a comunidade o trabalho sócio-cultural desenvolvido para os pacientes.

O grupo desenvolve espetáculos voltados para variadas faixas etárias e atua em todas as alas do Hospital. A apresentação dos palhaços visitadores é gratuita aos pacientes. O Grupo Risadinha é um coletivo de artistas palhaços profissionais que trabalha com patrocínio para suas ações no hospital.

Os palhaços visitadores se apresentam duas vezes por semana, durante quatro horas, cada vez. Além das visitas, o projeto Risadinha realiza treinamentos semanais de capacitação e formação dos palhaços.

A disciplina de treinamentos do grupo é sobre o ato de visitar os pacientes internados, que muitas vezes por conta de questões diversas como econômicas e familiares, não recebem visitas, o que contribui para a depressão dificultando, ainda mais, a recuperação. Nesse contexto, a atuação dos palhaços visitadores tem a perspectiva de um presente para o paciente.

Os membros do grupo acreditam na força do humor para a conquista da saúde nos seus aspectos mais amplos. “A beleza, a alegria, o riso, a música e o encantamento dos palhaços visitadores suavizam o processo de internação contribuindo para o tratamento e recuperação dos pacientes afastando-os da apatia e da dor”, apontam.

O Projeto Risadinha- Ação pelo Riso e pela Saúde! tem como missão propiciar aos pacientes, por meio da fruição artística, o direito de sorrir, relaxar, expor, intervir, criar, enfim, tudo aquilo que o ser humano subjetivamente necessita para viver.

FICHA TÉCNICA

Atores/ palhaços:
Alessandra Vieira (Madame Dolores) Ana Luíza BellaCosta (Gelatina)
Denis Camargo (Chupadinho de Oliveira) Guilherme Carvalho (Pipino)
Hugo Leonardo (Gaubi Beijodo) Ludmilla Valejo (Adelaíde Marmita)
Diretora convidada:
Ana Flávia Garcia
Músico:
Lucas Ferrari
Produtora Executiva:
Alessandra Vieira
Assistente de Produção:
Camila Modtkowski
Montagem e Operação
de Luz:Fernando Cesar
Marcos Machado - SES/DF

Matéria esta disponivel no site da Secretaria da Saúde.
link: http://www.saude.df.gov.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=103548

Palhaça Gelatina e Palhaço Dr. Salsichão



Palhaços interpretando as Suplicantes.  Essa cena foi dirigida por Dênis Camargo (Chupadim de Oliveira Camarguim). Dênis é ator, palhaço e diretor da cidade. É palhaço do grupo Risadinha, que atua no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).

PALHAÇOS:
- Dr. Salsichão (Gustavo Reinecken)
- Gelatina (Ana Luiza Bellacosta)

Encontro da Tradiçao com o Contemporâneo

Confiram as Respostas de Zé Regino e Érica Mesquita ao serem indagados sobre o encontro da Prática Tradicional com a Prática Contemporânea no Circo e no Palhaço.


Ele:

E agora ela:







Gran' Circo Lar, Café Grafia, Sarau do Riso, Encantadores de Rua...

Neste vídeo, Antonia Vilarinho, artista e produtora, a palhaça Fronha e a coordenadora do projeto Doutoras, Música e Riso, conhece a cerveja Stella, sua nova cerveja favorita, e conta um pouco da história da Palhaçaria e do Circo em Brasília.
Para conhecer ou relembrar de projetos como o Gran Circo Lar, o Café Grafia, o Sarau do Riso, os Encantadores de rua, o Festclown...

Gran' Circo Lar

Reeeeeespeitável público, senhoras e senhores, com vocês, o incrível circo de concreto:

Gran Circo Lar


Brasília já teve um circo de concreto! O Gran Circo Lar, onde era realizados projetos sociais e eventos artísticos, hoje é onde está a Biblioteca Nacional.



Fiquei surpresa ao descobrir que Brasília já teve uma lona permanente construída na Esplanada. Meu coração dói imaginando o dia em que desconstruiram essa obra, ao que me parece, em 1999...
Nesse espaço de picadeiro ocorriam eventos culturais e projeto de artes circense para crianças, e sabemos que o Astiko foi um dos artistas envolvidos com esse projeto. (Estamos atrás dele para saber mais!)
O Gran Circo Lar, que falando rapidinho parece Grande Circular, fazia parte do planejamento urbano de Brasília para a área de lazer. Ele ''equilibraria'' o Teatro Nacional, estando ao lado Sul da Esplanada:

"(...) A repetição cadenciada de edifícios rigorosamente iguais, os Ministérios (1958), é elemento de composição que, em equilíbrio com os demais edifícios públicos, conferem integridade física ao projeto, atribuindo-lhe propriedade decisiva de monumentalidade. Nas duas porções mais próximas à Rodoviária, Lucio Costa imaginou um conjunto cultural que durante muitos anos teve como único representante o Teatro Nacional (1958), edifício de grande robustez e austeridade, um tronco de pirâmide com tratamento diferenciado para cada empena. Enquanto isso, o lado sul deste mesmo conjunto permanecia vazio, ou ao menos sem uma edificação definitiva. A exceção era dada pelo Gran Circo Lar, tenda projetada pelo arquiteto Fernando Andrade, que gerencia a representação de Niemeyer em Brasília ao lado de Carlos Magalhães, edificação que até 1999 recebeu diversas manifestações artísticas e culturais. (...)"

(CARLOS HENRIQUE MAGALHÃES, arquiteto e urbanista, trecho do artigo "Pela soberania do vazio - Sobre o projeto da Praça da Soberania, de Oscar Niemeyer", publicado na MDC - Revista de Arquitetura e Urbanismo




Segundo a Wikipédia, o Gran Circo Lar era:


O Gran' Circo Lar era um espaço destinado ao lazer e execução de eventos culturais para a população da cidade de Brasília. Sua localização era do lado sul da Esplanada dos Ministérios, bem próximo à Rodoviária do Plano Piloto.
A estrutura do circo era bem diferente de um circo convencional. O Gran' Circo Lar fora construído em alvenaria, com seu picadeiro todo em concreto e abaixo do nível da entrada principal. Por fora, o circo tinha suas paredes de alvenaria decoradas com azulejos com gravuras feitas por Athos Bulcão.


Acho que acabar com o Gran Circo Lar foi um erro...

Identidade do Circo Candango, por Joana Henning

Encontrei esse artigo-carta, escrito em 2009, por Joana Hennig, palhaça, produtora, candanga e uma grande artista que construiu sua história junto com a cidade. Nele, ela fala um pouco da história e grupos circenses de Brasília, a relação peculiar ente cultura, política e cidade; e ainda da dificuldade e precariedade dos subsídios públicos para a cultura.
Retirado do sítio do Circoconteúdo:
http://www.circonteudo.com.br/v1/index.php?option=com_content&view=article&id=2165:identidade-do-circo-candango&catid=147:artigos&Itemid=505

Também disponível no blog de Joana Henning:
http://joanahenning.blogspot.com/


Identidade do Circo Candango

Por Joana Henning.
Brasília, 03 de novembro de 2009.


É no mínimo curioso escrever sobre Brasília justo no momento em que me vejo de partida, ou de renovação, num ciclo que Brasília jamais deixará de ocupar seu espaço, prefiro enxergar assim. Comprometo-me a escrever a respeito do circo candango sempre que estiver respirando o ar puro dessa cidade.

Venho de uma família diversa, numa cidade diversa, de culturas, comportamentos, histórias e povos, uma “mistureba” geral, pra mim essa é a marca desse lugar, esse é o princípio da minha formação. Ao mesmo passo que poderia realizar os trabalhos da escola na Biblioteca da Câmara Federal e enxergar a História do Brasil nas páginas da coleção completa do Pasquim, transitando com toda intimidade pelos corredores do congresso e dos ministérios e entendendo seus mecanismos, pude também explorar as longas coxias do Teatro Nacional, com seus camarins e porões, numa aventura infantil, sem reparar se o show estava acontecendo no palco ou não, os bastidores do teatro era o nosso espetáculo à parte. (Ter um pai com forte atuação política ambiental no setor público e ao mesmo tempo percussionista, da geração do Concerto Cabeças, Liga Tripa, Paralamas e Legião, proporcionou isso, mas isso não é um mérito só meu não, é muito comum por aqui essa realidade.) Cidade da contradição, na terra, sua organização, seus setores, no céu, seu mar, sua liberdade, sua amplidão. Espaço para o desenvolvimento burocrático e criativo não falta, desde que você entenda os limites do patrimônio público e tire bom proveito deles.

Quem nasce em Brasília, cresce com Brasília, somos eternos candangos, porque além de concreto, hoje construímos uma História. Cada agente dessa cidade tem o seu papel fundamental, seja de repressão, seja de transgressão, e assim se forma o conjunto operacional da capital. Restrinjo essa introdução à sensação de ser brasiliense, porque se eu for aprofundar as questões históricas e políticas, poderia estender laudas e laudas sem necessariamente entrar no circo em questão.

Não posso falar do desenvolvimento cultural de Brasília sem falar de política (são poucas as questões tratadas em Brasília que não comunicam com a política). Ao longo da minha atuação política (não exerço nenhuma atividade no poder público, mas nascer em Brasília e se incomodar com o próprio desenvolvimento profissional, provocaram naturalmente a minha atuação política) percebi a cultura brasiliense como um setor abandonado desde a sua formação. Pude confirmar essa minha observação, lembrando das reclamações do meu avô sobre a sua gestão militar dentro da Fundação Cultural, em fatos como: a construção do Teatro Nacional (única obra aprovada não concluída para a inauguração); a falta de profissionais na Fundação Cultural (sua equipe nunca foi nomeada oficialmente, a Fundação foi vítima por anos de funcionários indicados ou “deixados por lá”); a instituição do Ministério da Cultura (só em 1985 se constituiu a primeira Secretaria de Cultura da Presidência da República, que pouco depois foi transformada em Ministério); a falta de legislação para a cultura no governo do Distrito Federal (em 2008 foi instituída a primeira Frente específica de Discussão da cultura dentro da Câmara Legislativa); sem contar com a construção do Museu da República e da Biblioteca Nacional (obras aprovadas somente em 2005). Enfim acredito que os dados acima já podem situar os leitores do caos em que sempre se instalou os subsídios públicos da cultura dessa cidade.

Apesar dessa realidade, crescemos enquanto setor na proporção da atividade operária da Capital (costumo dizer que a produção cultural de Brasília, comunica fielmente com o lema de JK, “50 anos em cinco”). Brasília fomenta cultura, desde as serenatas circenses apresentadas no Teatro Nacional, dividindo espaço com ratos e corujas desafinadas, até o desenvolvimento de mais de noventa grupos de circo e cultura popular espalhados pelos gramados e espaços culturais da cidade. O terreno legal do nosso desenvolvimento gerou muita luta política, ressentimentos e frustrações, mas o terreno “proibido” amplia a capacidade de criação do nosso potencial artístico e oferece um campo de força e resistência, lançando a cultura do Distrito Federal. E é nessa lacuna que iniciamos nossa atuação.

O circo é estrutura sem lei, ou autônoma no seu funcionamento, onde os princípios de partida para o empreendimento profissional, agregam valores familiares, sociais e humanos, sobrevivendo e se transformando até hoje de acordo com o simples retorno do público. A legislação ainda não é capaz de compreender os moldes de gestão do circo, moldes diversos e flexíveis. (Em uma das plenárias sobre a Lei do Circo, me marcou o comentário que dizia mais ou menos assim: - Uma casa que se permite ser comparada a um teatro na arte de interpretar ou de mentir muito bem, e que não se permite ser comparada a um circo, julgando essa arte como atividade de arruaça e a figura do palhaço como expositor do caos humano, considerando isso corrosivo ao desenvolvimento da sociedade, não pode legislar sobre o Circo Brasileiro).

Pude em Brasília, crescer em meio a ações intrépidas “de tirar o chapéu” como o Gran Circo Lar (foi um espaço destinado ao lazer e execução de eventos culturais para a população da cidade de Brasília. Sua localização era do lado sul da Esplanada dos Ministérios. A estrutura do circo era bem diferente de um circo convencional. O Gran Circo Lar fora construído em alvenaria, com seu picadeiro todo em concreto. Por fora, o circo tinha suas paredes decoradas com os azulejos de Athos Bulcão e era coberto por uma enorme lona tradicional, foi berço dos projetos de circo social da cidade), o Esquadrão da Vida (Fundado em 1976, por Ary Para Raios, poetizando a rebeldia em estado bruto, a ironia sem máscara, o escárnio puro em protesto contra um filhote da ditadura, o Esquadrão da Morte, apesar da sua polêmica atuação, colocava a cidade para acordar de manhã cedo e seguir em cortejo pelas superquadras residenciais, era incrível!), o Mestre Zezito (Mestre da palhaçaria do DF, disseminador do brincar popular brasileiro em todas as suas vertentes. Mestre Zezito era um modelo ideal de ação comunitária, onde o foco fundamental estava do desenvolvimento social a partir da convivência e do fazer artístico. “Pra aprender essa arte menina, você tem que acordar cedo, se deslocar até aqui, fazer a feira, o almoço, entreter a criançada,, construir brinquedos com a comunidade, preparar o lanche, tirar uma soneca, dedicar 30 minutos de leitura coletiva das esquetes tradicionais e ensaiar no picadeiro da noite do circo montado no quintal” e assim  nasceu a palhaça Minhoca).

Como pra mim, essas três referências foram o berço do circo candango, em paralelo obviamente às grandes lonas dos circos tradicionais que por aqui passavam meses e até anos, montando suas praças na vastidão de povoados encontrados no DF, com todas as suas regiões administrativas e entorno (isso pra mim foi uma riqueza imensurável, pude aprender tanto a estrutura de funcionamento de um circo, quanto às técnicas, as histórias, os tipos de gente, a humanidade. Foi por essa convivência que me arvorei mais a frente a comprar uma lona de circo junto com meu grupo, mas essa é outra história). Enquanto eu ainda era uma criança em contato com tudo isso, já despontavam grupos como o Circo Teatro Udi Grudi, o Celeiro das Antas, o Hierofante, gerando a minha geração, de Artetude, Movimento Rua do Circo, Instrumento de Ver, CETAC, Engenho Arte Circense, Circo Rebote, enfim, muitos grupos que se montara e desmontaram, casaram, separaram e deixaram crias, não posso citar todos por obviamente deixar muitos passarem batidos. Pude firmar e confirmar a força do fomento das artes circenses do DF, tanto no ponto das riquezas das diferenças, quanto no potencial criativo, após nove anos de atuação circense na cidade, cinco anos de presidência do Fórum de Circo e idealização junto ao coletivo da Mostra Zezito de Circo, consegui num exercício de distanciamento do olhar, enxergar claramente essa história e o quanto é rica na contribuição da minha formação enquanto artista, palhaça, produtora e candanga. Brasília cativa e espalha muita arte pelo mundo. E eu, me espalharei um pouco mais por outros territórios, levando sempre essa versatilidade brasiliense e voltando sempre que precisar do aconchego da terrinha, aliás, a ponte aérea pra Capital está super acessível. Adeus Brasília, vou morrer de saudade!!!

sexta-feira, dezembro 31, 2010

A cidade está se experimentando.

Na entrevista com Érika Mesquita, criadora da palhaça Berinjela e do Circo Rebote, é perguntado se Brasília tem criado uma linguagem/estética própria ou se a palhaçaria tem estabelecido alguma relação com a cidade. Como a maioria dos entrevistados, Érika responde relevando que a cidade, por ser muito nova, está se experimentando. E que se nos fechamos para uma linguagem, acabamos perdendo a chance de estar sempre experimentando.








Conheça o Circo Rebote: